quarta-feira, 3 de março de 2010

Feliz Ano Velho

Acaso e destino. Eu acredito. E ainda acho que os dois formam uma combinação perfeita. Num feliz acaso do destino, nessa madrugada de terça para quarta, passando pelos canais como quem não quer nada, me deparei com o filme "Feliz Ano Velho"que foi baseado no livro homônimo escrito por Marcelo Rubens Paiva, o qual eu li no primeiro ano do ensino médio.

Cheguei para morar em Brasília no começo do ano de 2007. Minha primeira mudança de cidade. Não podia falar que Brasília era novidade, pois já tinha visitado a capital para reencontrar meus parentes. Mesmo assim não deixou de bater aquele friozinho na barriga. Cidade nova, escola nova. Assim foi.

Todas as escolas de Ensino Médio aqui do Distrito Federal têm como objetivo principal fazer seu aluno entrar na UnB. as escolas "treinam" seus alunos no modelo vestibular da UnB. Nas provas do vestibular sempre cai questões sobre algumas obras literárias. Para essa parte da prova, a escola introduz certos livros na grade curricular, faz aulas e provas interdisciplinares a respeito da leitura e entendimento da obra.

No ano de 2007, um dos livros que caíram no vestibular foi o "feliz Ano Velho".Comecei a ler o livro por causa da escola, confesso. Mas terminei por conta própria. Até então, nem gostar de ler eu gostava.

O livro conta, por memórias, alguns fatos da vida de Marcelo Rubens Paiva. A obra tem como ponto de partida o acidente que o deixou paraplégico. Aconteceu numa cachoeira, ao bater numa pedra depois de um salto. Também conta de sua recuperação no hospital, de seus dois meses olhando para o teto branco do quarto e outros tantos de internação.

Seria provável que eu tivesse me interessado pelo livro por sua linguagem vulgar, fácil, cheia de palavrões e por alguns momentos mostrar cenas de sexo. Não me lembro, mas quem sabe no primeiro momento não foi isso mesmo? Mas agora, quando me lembro do livro e suas histórias, me vem alguns sentimentos distintos.

Não consigo me lembrar do livro sem quem me venham umas imagens do meu primeiro ano em Brasília. Parece estranho, mas me acontece isso também com a música "Até Quando Esperar" do Plebe Rude. Me recordo de um momento, uma única imagem: eu no banco do passageiro com meu tio Guga no banco do motorista, rodando por Brasília cantando à plenos pulmões "Com tanta riqueza por aí, onde é que está? cadê sua fração?"

A recordação que música me passa é uma emoção de alegria, liberdade, espontaneidade. Enquanto o livro, por ser mais longo e com vários histórias e momentos, me vem uma mescla de emoção que parece que vai me explodir de dentro pra fora. Vêm com tanta força e tudo junto que eu não sei como expressá-las, a não ser pela vontade de chorar. Não um choro de tristeza, nem de alegria, mas um que contém todas as emoções juntas.


3 comentários:

Lucas Alcides disse...

Que alegria, o bib tá crescendo! huashuashusahu
Keep going, tá ótimo o blog.
Abração!

Maranhão Viegas disse...

Filho, seu raciocínio é limpo, viçoso, cheira a novo como a sua idade e a sua própria vida. Ler você me dá orgulho. Um beijo! Go ahead!

Unknown disse...

Poesia pura, cara!
De fato, esse é um livro marcante.
Lembro-me de qdo entrei no EM e me perguntava:
"que tipo de leitura será que cobrarão de mim?"
chegou esse livro e...epa, nem dói xD
Continue com o bom trabalho, está cada vez melhor!
Bib, let's go!
abraço

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