terça-feira, 5 de abril de 2011

Dia Longo Dia

O dia já não começou bem, como de praxe peguei engarrafamento e cheguei atrasado na aula. Até aí ainda consigo relevar. As aulas de hoje seguiram normalmente. O problema não era a aula, era a chuva. Ontem, por acaso, encontrei com uma amiga minha do tempo de ensino médio e decidimos almoçar juntos. Eu chamaria todos os nossos amigos em comum que estudam na UnB e faríamos um grande almoço para matar a saudade. Prometido e feito. Mas esqueci de avisar São Pedro.

Programei com todos para nos encontrar na frente do restaurante universitário as 12 horas. Lá por umas 11:20 começa a chover torrencialmente. E eu na expectativa que logo parasse. A aula foi passando e a chuva não foi parando. Quando acabou a aula eu comecei a ligar e mandar mensagens para meus amigos para saber onde eles estavam e arrumar um plano B. Desastre total, cada pessoa estava em um lugar diferente... de Brasília. E quem estava na UnB, também estava separado. Primeira providência, unir quem está na Universidade e avisar aos outros que nada poderia ser feito enquanto a chuva não parasse.

Durante o tempo necessário para unir o povo todo e contabilizar os desfalques, uns já iam se acomodando no chão para comer seu "cup noodles" fazendo praticamente um pique-nique. Marina foi de carro e Marcelo chamou um amigo da arquitetura para almoçar com a gente. Durante esse tempo, a chuva deu uma trégua. Decidimos almoçar fora da UnB, e fomos para a praça de alimentação de um shopping.

Voltamos todos para a faculdade e, como eu não tinha mais aula, decidi xerocar uma lista de exercícios de matemática e voltar para casa. Já saindo da UnB, em direção à parada de ônibus, comecei a sentir uma garoa fraca e pensei "Dá nada, alguns pingos não me matarão". Dei mais três passos e, de repente, desaba uma chuva mais forte do que a de antes. Comparando a intensidade de chuva com a escala richter, essa seria de grau 7,64 e a anterior de grau 2,333 (*Dados falsos). Me vi numa situação crítica, não esperava uma chuva tão forte. Não soube o que fazer, então, por um instante, tomei chuva parado. E no ápice da minha inteligência resolvi voltar para UnB. Correndo , claro, não queria me molhar mais do que eu já estava. Impossível, cheguei no portão ensopado.

Analisando a situação, eu estava molhado até a alma, não tinha como ir pra casa, não tinha mais aula e São Pedro lá fora mandando ver. Não tinha o que fazer além de esperar. Foi o que eu fiz. Dessa vez não demorou muito a passar, e logo que deu uma brecha eu me fui. No percurso para casa não aconteceu mais nenhum fato extraordinário.

Chegando em casa, liguei meu computador, entrei na internet, entrei no MSN e logo fui puxar papo com meu amigo lá de Campo Grande, o Andrew. Papo vai , papo vem, silêncio, retomada de assunto. Até que ele me vem com a melhor notícia de hoje : Tereré está para se tornar patrimônio imaterial de Mato Grosso do Sul. Ele me mandou alguns links de reportagem sobre o assunto, e ainda um link de uma loja online só de artigos de tereré que é um paraíso para os apaixonados e uma fonte para quem não está no estado.

E depois de todos esses acontecimentos mais o processo de redação desse texto, se eu não estivesse cansado seria um milagre. Dando o prefixo. Câmbio. Desligo.


3 comentários:

Maranhão Viegas disse...

Belo texto, bela chuva, belo presente pra fechar o dia. O Tereré imaterial. O antes, matéria. Agora, a bebida da alma sul-matogrossense. Beijo, filho. E bom dia. Você escreve cada dia melhor!

Unknown disse...

Show de bola, quer dizer, de texto, meu menino. Parabéns! Ainda bem que você escolheu o artifício das letras como playground. Bela escolha. Grande beijo.

Marcelo disse...

Na minha época chovia mesmo dentro do meu carro :)

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