
Desde o ano passado eu planeja uma viagem a Campo Grande-MS, cidade onde nasci e cresci. Ao longo do ano comentei com alguns amigos sobre meus planos. No começo era só um sonho longínquo, mas com o passar do tempo a vontade crescia e os planos se desenrolavam. Depois que me mudei para Brasília voltei a Campo Grande algumas outras vezes, encontrei com velhos amigos e esbarrei em lembranças queridas da infância. Dessa última vez não foi diferente. Na segunda semana de Janeiro estava que não podia me conter de vontade de voltar à cidade morena. Depois de um ano de planejamento, nada mais compreensível.
Foi num domingo que convenci meus pais a deixarem eu partir nessa viagem. Fui dormir com a promessa de compra de uma passagem de Brasília para Campo Grande o quanto antes. Me lembro da minha mãe gritando para me acordar na segunda-feira cedo, dizendo para eu me apressar e arrumar a mala , pois o vôo mais oportuno sairia dentro de quatro horas. Acordei meio atordoado com tal notícia, mas bastante contente. Quando estava me levantando da cama vi minha mãe sentada em frente ao computador; estava comprando a passagem via internet. Era a última vaga no vôo e infelizmente outra pessoa já havia comprado antes da gente. Por sorte, naquele mesmo dia um outro vôo saia de Brasília com destino a Campo Grande. Esse avião estava menos concorrido e havia mais poltronas disponíveis para a compra virtual. Minha mãe comprou a passagem mais rápida do que um foguete, temendo a lotação do avião.
Arrumei minha mala, o vôo estava marcado para 23:30. Cheguei em Campo Grande as 23:50 (pelo horário de Campo Grande, que tem um fuso horário a menos que Brasília). Minha mãe disse que a vó Temis estaria me esperando lá. Vó Temis é uma amiga da minha mãe e do meu pai, e uma avó para mim e para minha irmã. Ficaria hospedado na casa dela durante a minha viagem. Desembarquei, procurei pela minha avó por todos os lados do aeroporto, até do lado de fora. Nada. Por incrível que pareça eu pensei que o esquecimento era algo, além do provável, possível. Resolvi sentar e esperar por ela. Se demorasse mais que uma hora, ligaria no celular. Lembrei de ligar pra minha mãe para contar como foi a viagem, relatei sobre o possível esquecimento da minha avó, ela também achou normal. Depois de trinta e cinco minutos esperando, vejo chegar uma senhora correndo e com uma poodle embaixo do braço. Foi direto para a frente do salão de desembarque. Era a vó Temis. Fui ao seu encontro. Nos cumprimentamos e ela se desculpou pelo atraso, disse que estava no supermercado fazendo umas comprinhas e depois foi beber uma cerveja com uma amiga. Quando lembrou de mim saiu correndo, mas já estava atrasada.
Ela me perguntou se estava com fome, assenti. Fomos comer no Come-come, lanchonete bem conhecida em Campo Grande. Lanchei um X-Bagunça e uma Fanta. A vó Temis ficou só na coca light, pois sabia que eu tinha trazido cuca de nozes, doce que ela ama de paixão. Depois de comer, já estava com muito sono, só pensava em dormir. Mas para a minha surpresa, chegando em casa as malditas comprinahas estavam no chão da cozinha, jogadas de qualquer jeito, esperando que alguém as guardasse. Adivinha quem foi escolhido para tal tarefa?
E essa foi minha esplêndida chegada a Campo Grande. Depois conto mais sobre os acontecidos durante a viagem, mas por enquanto isso é tudo.
Esse texto é uma homenagem à querida vó Temis. É também um presente de aniversário atrasado que foi no dia 5/2 (sexta-feira).
Foi num domingo que convenci meus pais a deixarem eu partir nessa viagem. Fui dormir com a promessa de compra de uma passagem de Brasília para Campo Grande o quanto antes. Me lembro da minha mãe gritando para me acordar na segunda-feira cedo, dizendo para eu me apressar e arrumar a mala , pois o vôo mais oportuno sairia dentro de quatro horas. Acordei meio atordoado com tal notícia, mas bastante contente. Quando estava me levantando da cama vi minha mãe sentada em frente ao computador; estava comprando a passagem via internet. Era a última vaga no vôo e infelizmente outra pessoa já havia comprado antes da gente. Por sorte, naquele mesmo dia um outro vôo saia de Brasília com destino a Campo Grande. Esse avião estava menos concorrido e havia mais poltronas disponíveis para a compra virtual. Minha mãe comprou a passagem mais rápida do que um foguete, temendo a lotação do avião.
Arrumei minha mala, o vôo estava marcado para 23:30. Cheguei em Campo Grande as 23:50 (pelo horário de Campo Grande, que tem um fuso horário a menos que Brasília). Minha mãe disse que a vó Temis estaria me esperando lá. Vó Temis é uma amiga da minha mãe e do meu pai, e uma avó para mim e para minha irmã. Ficaria hospedado na casa dela durante a minha viagem. Desembarquei, procurei pela minha avó por todos os lados do aeroporto, até do lado de fora. Nada. Por incrível que pareça eu pensei que o esquecimento era algo, além do provável, possível. Resolvi sentar e esperar por ela. Se demorasse mais que uma hora, ligaria no celular. Lembrei de ligar pra minha mãe para contar como foi a viagem, relatei sobre o possível esquecimento da minha avó, ela também achou normal. Depois de trinta e cinco minutos esperando, vejo chegar uma senhora correndo e com uma poodle embaixo do braço. Foi direto para a frente do salão de desembarque. Era a vó Temis. Fui ao seu encontro. Nos cumprimentamos e ela se desculpou pelo atraso, disse que estava no supermercado fazendo umas comprinhas e depois foi beber uma cerveja com uma amiga. Quando lembrou de mim saiu correndo, mas já estava atrasada.
Ela me perguntou se estava com fome, assenti. Fomos comer no Come-come, lanchonete bem conhecida em Campo Grande. Lanchei um X-Bagunça e uma Fanta. A vó Temis ficou só na coca light, pois sabia que eu tinha trazido cuca de nozes, doce que ela ama de paixão. Depois de comer, já estava com muito sono, só pensava em dormir. Mas para a minha surpresa, chegando em casa as malditas comprinahas estavam no chão da cozinha, jogadas de qualquer jeito, esperando que alguém as guardasse. Adivinha quem foi escolhido para tal tarefa?
E essa foi minha esplêndida chegada a Campo Grande. Depois conto mais sobre os acontecidos durante a viagem, mas por enquanto isso é tudo.
Esse texto é uma homenagem à querida vó Temis. É também um presente de aniversário atrasado que foi no dia 5/2 (sexta-feira).
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